quinta-feira, 21 de março de 2019

NOSSA TERRA TEM POESIA



Hoje dia 21 de Março é o dia mundial da poesia, e lembramos desses pedrozenses que na simplicidade escrevem poesias, deixando como  legado cultural para futuras gerações de Fernando Pedroza.

Poesia – Com uma ligação bastante afetuosa a toda a classe de excelentes profissionais da educação do nosso Município, ao qual sabemos da competência e compromisso que todos têm com seu ofício, a poesia é uma manifestação da literatura presente em nosso cotidiano, seja na escola, em apresentações públicas ou em publicações em redes sociais, revistas ou em simples livros.

Francisco Gilson Costa,  (Gilson de Téu) nasceu na Fazenda Arioza no Município de Fernando Pedroza, com sua naturalidade de recitar e criar provisoriamente poesia aos moldes populares e muito curioso em saber história da sua terrinha.
Poeta e escritor, sempre gostou de fazer versos com colegas sobre seu município. Lançou o seu primeiro livro no ano de 2007 intitulado de “DE SÃO ROMÃO A FERNANDO PEDROZA BOAS HISTÓRIAS E PROSAS DO MEU QUERIDO SERTÃO". Esta obra é uma referência que nossa cidade tem história, e será passada para outras gerações através das palavras desse poeta nato e simples.

Segue um dos seus vários poemas:

A NOSSA CIDADE

O poeta inteligente 
Escrever é seu esporte
E vive pedindo a Deus
A felicidade e a sorte
Para falar da cidade
Mais linda do Rio Grande do Norte

Fernando Pedroza é linda
Fernando Pedroza é bela
Quem ama está cidade
Jamais esquecerá dela
Não trocamos por São Paulo
Nem mesmo pela Inglaterra.


A cidade é visitada
Por católicos e romeiros
Que visitam a Pedra da Santa
Lá na Fazenda Pereiros
Gente de todo Rio Grande do Norte
E parte do Brasil inteiro.





A Educadora Lúcia Regina Gonçalves, natural de Angicos, mas uma pedrozense, “São Joaquinense” de origem e coração. Para ela, a poesia é a arte da palavra que melhor caracteriza a alma humana, através dela podemos exercitar a nossa essência e tocar a sensibilidade do outro, com ela podemos ainda brincar com as palavras e sentimentos sem temer a erudição ou contexto gramatical, pois a licença poética nos permite esse entrelace harmônico de palavras e rimos em função de uma sonoridade puramente popular.







A história que hoje conto
não é conto de fadas não
não é coincidência e nem mito
não é lenda nem invenção
é a fiel afirmativa
De como a família Pedroza
veio parar em São Romão
                 I
Em Macaíba começa
toda história e peleja
do homem rico e herdeiro
fidalgo de fina nobreza
exportador de açúcar
o maior da redondeza
viajada pela Europa
dono de grande esperteza
                 II
Ele se chamava Fabrício
o segundo de uma geração
de homens empreendedores
determinados pela convicção
de perpetuar em seus descendentes
o bom nome e a tradição
                III
Fabrício  ainda jovem
por Isabel Cândida se apaixonou
firmaram laços afetivos
e em matrimônio consagrou
a união e o desejo
de viver um grande amor
               IV

A festa demorou  muitos dias
no casarão dos Guarapes vila de Macaíba
a nobreza natalense
sua presença fazia
e os jovens estudantes
ao cenário comparecia
               V
Já no terceiro ano
daquela perfeita união
o casal teve o primeiro filho
Esperando com emoção
e nos dez anos seguintes
o pequenino bebê
ganhara mais um irmão
               VI
Dez anos já se passaram
e o destino um fatalidade pregou
No parto do último filho
Fabrício viúvo ficou
perdendo a mãe dos seus filhos
E o seu verdadeiro amor
              VII
Quando no leito de morte
Isabel já se encontrava
chamou o seu amado
e a ele determinava
não casar com mais ninguém
pois que com outra Fabrício não combinava
            VIII
Olhou para Pedro Velho
O médico famoso e irmão
dizendo em suspiro de morte
veja como se morre tão moça irmão
e Pedro Velho em lágrimas
Não suportou toda emoção
               IX
Os anos se passaram
 e Fabrício nunca se casou
tomou conta dos nove filhos
e nos negócios só prosperou
adquiriu terras no Sertão de Angicos
e para a Fazenda São Joaquim viajou
                 X
Era final do século dezenove
e nenhuma estrada havia
A vinda para o sertão
mais parecia ousadia
Em lombos de mulas ou liteiras
era um percurso de oito dias
               XI
Entre os nove filhos de Fabrício
Fernando foi o que mais amou
as terras de São Joaquim
onde seu sonho plantou
e mesmo estudando na Europa
o sertão nunca abandonou
               XII
Ao voltar da Inglaterra
Fernando  se viu empolgado
em exportar a melhor fibra de algodão
que fosse padrão e selecionado
Contrariando as críticas estrangeiras
e sendo o pioneiro nesse mercado
                XIII
Sua fiel decisão
Ao velho pai não agradou
e no calor da discussão
Fabrício o filho desertou
e Fernando desapontado
a seu sonho sustentou
             XIV
Do Rio de Janeiro a Baixa Verde
e de lá pra São Joaquim
Nem a seca, nem a estiagem
foram empecilhos em seu caminho
nem ausência de dinheiro
nem mesmo a colheita ruim
              XV
Em 1922, compra São Joaquim a seu pai
transforma toda fazenda num grande campo experimental
prepara as terras para o cultivo
De forma seletiva e especial
com técnicos ingleses
ver seu sonho tornasse real
            XVI
São Joaquim vira celeiro
E produtor do melhor algodão
gera emprego e desenvolvimento
Ver seu produto sair para exportação
E nas terras dos pedrozas

 Fernando ver o comércio ser símbolo de exportação.





Além do poeta Gilson Costa, o saudoso Roberto Trindade, a professora Lúcia Regina, a professora Vagna Cunha,  o professor Aldo Batista, Anilton Souza e a iniciante Luana Beatriz, são nossas referências em relação a esse mundo fascinante que é a arte de fazer história com a poesia.




domingo, 24 de fevereiro de 2019

O PEDROZENSE QUE MARCOU A HISTÓRIA DO CARNAVAL EM PEDROZA




Foto cedida: José de Borges

José Pereira da Silva, popularmente conhecido em nossa cidade por "Zé de Borges", nasceu em Setembro de 1934, filho de Francisco Pereira da Silva e Porfiria Maria da Conceição, sendo este cidadão, um ícone no carnaval pedrozense. 

      Desde de 1969, passou a movimentar o carnaval da nossa cidade e regiões adjacentes com o Bloco Malandros do Samba, que inicialmente se apresentava na Algodoeira São Miguel. Anos depois, com o apogeu do bloco, já sendo reconhecido, definitivamente algumas cidades da Região Central do RN, tiveram o privilégio de ouvir e ver as belíssimas apresentações, principalmente aqui em Fernando Pedroza.           
       Um detalhe interessante, é que ao longo da sua trajetória histórica, o bloco recebeu outras denominações tais como: Cangaceiros, até situações que retratavam os nativos do Brasil. Como líder e fundador do bloco, Seu José sempre buscou através dos seus esforços, manter vivo o carnaval tradicional ao som do seu apito, coreografias, adereços, dançarinas que desfilavam e dançavam ao som dos músicos e  instrumentos diversos que animava os foliões pelas as ruas.
Foto cedida: Bloco Malandros do Samba na
 década de 60 à caminho da Fazenda São Miguel.
     Assim como tantos outros pedrozenses, tenho ainda em memória que ao se aproximar o carnaval, geralmente no mês de Fevereiro, dias antes, o primeiro sinal dessa manifestação cultural era o apito seguido dos ensaios. Lembro-me que isso era na "boquinha da noite" eu morava na Rua São José, e de lá ouvi-se perfeitamente, já que o nosso carnavalesco e toda a sua equipe que formavam o bloco, moravam no Alto Santa Luzia, como até hoje, muitos ainda residem.
        A tradição fez desse personagem da nossa história, ser reconhecido por muitos até os dias atuais, tanto é que ao colocar uma pequena informação, sequenciada de uma pergunta sobre Seu José de Borges no status do meu whatsApp, logramos  interações e comentários, entre os quais destacamos com a devida permissão essas duas abaixo.
Foto cedida: Bloco Malandros do Samba 

          Nas palavras da competente conselheira tutelar da nossa cidade,  a Senhora Rosineide Batista Xavier (Dinha) na época criança, ressalta que:


Lembro-me que quando morávamos no Outro Lado do Rio, sempre Seu Zé de Borges vinha com a sua bandinha de frevo tocando e as bailarinas (não estou lembrando no momento os nomes delas) dançando e convidando o pessoal para sair nas ruas, e sem falar que tinha os papanguns ...(morria de medo 😂) era tudo muito bom👍. Um carnaval simples porém divertido!


Já a  comunicadora de Rádio Julimara Rocha, complementa que:


Ele é o maior carnavalesco que Fernando Pedroza já teve!

       Conforme o que lembra as duas jovens, percebemos que o carnaval de rua de tempos passados, continua presente na memória dos pedrozenses, marcado por uma tradição da história oral que passará de pai para filho 

      Atualmente a cidade  silencia  daquilo que um dia foi folia, animação e diversão puxado por Seu José de Borges,  seus músicos e dançarinas, que de rua acima e de rua abaixo, diversos foliões com seus respectivos blocos se juntavam ao tradicional Bloco de Zé de Borges. 
        Aqui fica a nossa homenagem ao amigo camarada, que mesmo um pouco fragilizado, ainda guarda consigo, as manifestações do que por muito tempo fez com amor e dedicação.  




Um aporte sobre a Feira e o Mercado Público de Fernando Pedroza

            A feira é um local em que além de absorver características econômicas através das negociações por meio de trocas e vendas de d...